Lançadas inicialmente no mercado estadunidense e hoje conhecidas e produzidas por todo o mundo, uma série de TV consiste basicamente em filmes reduzidos, em geral, ao tempo de 20 ou 40 minutos por episódio que são exibidos semanalmente e separados em temporadas. Cada temporada tem um foco diferente na trama e mostra com talvez a eficácia de um livro de literatura – ou série de livros desse gênero – a evolução das personagens com mais exatidão e singularidade que qualquer outro filme não consegue evidenciar.
O mercado cresce tanto que os amantes desse segmento da indústria do entretenimento passou a ter diversas opções com a possibilidade de assistir as mais variadas séries que tratam das mais variadas temáticas assim como os próprios diretores hollywoodianos têm feito nas últimas décadas.
Mas o que move os jovens e adultos da atualidade a dedicarem seu tempo a esse tipo de produção? Quais são os objetivos ou intenções se estas existem quando uma pessoa decide passar a assistir assiduamente um programa como esse? Há alguma semelhança com o padrão brasileiro de programação? Há comparativos entre esses mercados (estadunidense e brasileiro)? Quais são as inspirações artísticas nessas produções? E o que tanto encanta e fascina?
O tema diretamente relacionado com as culturas artísticas manifestadas através andas produções cinematográficas tem como intenção observar as mais conhecidas e renomadas séries de TV de modo a procurar fatores em comum, e perceber se a formação de valores ou características das personalidades dos telespectadores mais jovens é influída por esses artifícios televisivos, além tentar perceber as reações dos mesmos.
A grande paixão que envolve os amantes dessa arte, se é que assim podemos chamar, é a sensação de continuidade que o roteiro e o desenrolar de cenas propicia e cito a mim mesmo quando digo: “Um filme, assim como um seriado tem começo, um meio e um fim mas, criar diversos clímax, retardar o final e entender mais profundamente (ou quase profundamente) os pensamentos e ações de uma personagem é algo motivador para quem assiste nos dando uma sensação de continuidade e aumentando a possibilidade de “vivenciar” as trajetórias dos personagens de modo incrível que nem um filme jamais foi capaz de fazer”